Sobreiros
>> sexta-feira, maio 13, 2005
Esta foi-me enviada pelo Rui Matos:
-Preciso de abater 2.000 sobreiros...
-Já falaste com o teu banco?
-Não, falei com o teu...
Bom fim de semana.
ZM
Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.
Esta foi-me enviada pelo Rui Matos:
-Preciso de abater 2.000 sobreiros...
-Já falaste com o teu banco?
-Não, falei com o teu...
Bom fim de semana.
ZM
Um comentário, que eu desde já agradeço com toda a convicção, colocado no post sobre Gigarós, veio abrir caminho a uma investigação que eu não sabia por onde desenvolver. É que o tal convento chama-se Convento do Carmo.
Já procurei um pouco e, embora não garanta a veracidade destas afirmações, li que foi começado a construir em 1450, terminado por Frei Baltazar Limpo em 1528 e foi transformado em convento Eremítico da Província em 1617. Será que o Frei Baltazar Limpo tem alguma relação com os Limpos do Mucifal? E com outras pessoas da família Limpo, que habitam na zona?
Como é que este edifício fantástico é tão desconhecido e está tão abandonado?
Aqui fica o comentário deixado por um Anonimous, a quem eu tiro desde já o meu chapéu, em sinal de agradecimento:
"Chama-se convento do Carmo e a igreja é maior que a de Colares."
Obrigado pela informação.
ZM
Acabo de descobrir mais um blog, cujo conteúdo me interessa particularmente, já que se dedica a divulgar factos e curiosidades da minha terra adoptiva: Sintra.
Chama-se Para os lados de Sintra...
Saúdo esta descoberta com uma foto do edifício da CMS, que tinha em stock há algum tempo:
Encontrei este blog porque o seu mentor colocou um comentário no Arrumário. Mais uma vez (me) pergunto: Mas como é que me encontram?
Aproveito para me alongar nesta discussão, transcrevendo um comentário do Daniel (da Barriga de um arquitecto) num post recente:
"Os blogues não são um canal para a mediatização; são apenas o nosso monólogo interno que o resto do mundo pode ouvir; uma subscrição para o fio da consciência de cada um. (...)É um lugar na plateia para os filmes projectados na mente de cada um. E é isso que torna os blogues-em-livro pouco consequentes. Perdem a natureza bi-direccional, o retorno dos conteúdos, a rede. Quando deixam de acontecer, deixam de ser. A blogosfera precisa do “online”, como o corpo humano precisa de sangue, para viver."
É por isso que, apesar de ter o Arrumário na web, ainda hoje me espanto quando descubro um novo leitor. Não faço ideia quantos são, temo que sejam mais do que mereço. Essa responsabilidade por vezes pesa, mas é ao mesmo tempo inebriante.
Obrigado por me lerem.
PS: Susana, já viste de que livro fala a barriga de um arquitecto?
ZM
A nossa presença no primeiro Mostraventura foi um sucesso. Só no Domingo passaram-nos pelas mãos dezenas, senão centenas, de miúdos e graúdos que quiseram experimentar escalar num muro artificial.
Alguns destes miúdos destacaram-se em 2 aspectos. Por um lado, pelo forte potencial demonstrado. É surpreendente ver crianças a escalar com tanta facilidade, quando vemos outras com a mesma idade e tamanho que quase não tiram os pés do chão (ou os rabos dos sofás, que aínda é pior). Por outro lado, a enorme motivação com que passaram horas a subir e descer naquela pequena paredita. Alguns terão escalado a parede perto de 20 vezes numa tarde.
Sobrou-me a sensação de que, podendo dedicar-me mais a essa causa, conseguiria fabricar com aquela massa grandes campeões de escalada desportiva.
Talvez tenha sido a semente de um projecto futuro dedicado aos pequenos Homens (com H grande para incluír as Mulheres).
Uma nota especial ao pequeno Francisco, que aparece nesta última foto, que foi incansável e só parou de escalar quando a actividade fechou. Com esta motivação, só poderia dar campeão.
Conclusão: nem só de futebol vive o homem. Se nas escolas investissemos um pouco mais noutros desportos, teríamos seguramente mais e melhores resultados em competições interancionais.
ZM
Este Sábado, tal como previamente anunciado, lá estive no Mostraventura, na Praia Grande.
Esta praia é uma das mais bonitas que conheço, sobretudo fora de época.
Fiz esta imagem, um bocado a fugir para o conceptual, mas acho-a divertida.
O Pedro foi-me lá visitar. Obrigado.
Se aínda forem a tempo, passem por lá.
Bom fim de semana.
ZM
A Primavera da blogosfera trouxe um nascimento e uma outra descoberta, que me deram muita alegria.
O nascimento foi o do blog Dias Maiores, que tem um aspecto fresquinho, um conteúdo interessante e fotos que me fazem corar de inveja:
Só não gosto da linha azul em torno das imagens, mas isso é mau feitio meu.
A descoberta foi o FotoBen. É um fotoblog, que pretende publicar uma foto cada dia. O que é surpreendente é que são fotos com muita qualidade. Vale bem uma breve visita diária.
Um denominador comum destes 2 blogs é o facto de fazerem referência ao Arrumário. No primeiro caso, isso deve-se a conhecimento (e grande simpatia) pessoal. No segundo, não faço ideia de onde é que o Benjamim conhece o Arrumário, mas achei divertidíssimo encontrar essa referência nos favoritos do FotoBen.
Obrigado por existirem. Vão passando por cá.
ZM
PS: Mais um beijinho especial à Papeis Por Todo o Lado, que foi quem me trouxe a referência do Dias Maiores. Obrigado.
O Grupo de Montanha e Escalada de Sintra - GMES - vai participar no primeiro MostrAventura de Sintra.
Trata-se de uma mostra de desportos de aventura e de ar livre que inclui Pedestrianismo, Escalada/Boulder, Voo livre, Surf, Orientação, Kayak Surf, Btt e Slide. O GMES será responsável pela escalada e boulder. A praia é belíssima e poderão experimentar algumas das actividades. Passem por lá, que eu lá estarei.
Para mais pormenores: http://www.cm-sintra.pt/NoticiaDisplay.aspx?ID=3476
ZM
Mais uma foto do mercado de Lagos. É aínda a ressaca do fim de semana no Algarve.
Boa semana.
ZM
Quando a mamã fez 80 anitos convidou os filhos e os netos para almoçar no Chico Elias, em Tomar. Foi um almoço de arromba, que demorou 3 dias a digerir. Os pratos da Dona Maria do Céu são obras de arte de culinária e o leite creme é seguramente o doce que se comia à sobremesa no Olimpo.
Depois do almoço fomos desmoer até ao Convento de Cristo. Como é costume nos monumentos portugueses, fomos mal tratados. Olhando para o pequeno folheto que serve de guia da visita perguntámos se podiamos levar. A recepcionista respondeu carrancuda que aquilo custa não sei quanto e que não tinham em português. A meio da visita começámos a ouvir um chocalho e uma voz esganiçada que dizia:
- Vai fechar!
O facto é que foi correndo com os visitantes (embora no momento da entrada não tenham feito referência à hora do fecho) a toque de chocalho e fechando as portas por onde passava. Claro que não conseguimos ver tudo a que tinhamos direito. Se isto é forma de tratar turistas, vou ali e venho já.
De qualquer forma, aínda deu para tirar algumas fotos, que mostram que o monumento vale a pena ser visitado, deviam era trocar quem nos recebe.




Passem por lá.
ZM
Há uma zona da serra de Sintra que pouca gente conhece, mas que tem um encanto especial (talvez por isso mesmo, por não ter lá ninguém). Trata-se da encosta norte, entre a Eugaria e o Penedo. Quem desça a estrada velha de Colares (a que passa por Seteais e pela Regaleira) atravessa, às tantas, a povoação da Eugaria. Seguindo a indicação de Gigarós, que se encontra do lado esquerdo, sobe-se uma estreita rua, que leva a um fim de mundo. Esta estrada não tem saída para carros normais, só a pé ou de biciclete poderá chegar-se ao Penedo ou aos Capuchos. Se não se fugir da estrada chega-se a um caminho que já não admite automóveis normais. Entretanto já terão passado junto ao convento que aqui se mostra:
O resto do caminho deverá ser percorrido a pé e leva à povoação do Penedo. Todo o caminho tem uma belíssima vista para Norte e é dos locais mais sossegados da serra. No regresso do Penedo, se se optar pelo caminho que sobe, em vez do que, descendo, nos trás de volta ao local de partida, acabaremos por chegar igualmente aos Capuchos. É um passeio que vale bem a pena.
Quanto a este convento, não sei dizer mais nada, mas quando descobrir mais alguma coisa aviso.
Vão passando por cá.
ZM
Tal como anunciado, lá fomos até ao barlavento da nossa costa meridional, o que é o mesmo que dizer para a parte ocidental do Algarve, mas com um ar mais pomposo. Juntou-se um grupo de pessoas muito parecidas, tanto em gostos como em forma de funcionar, pelo que me senti absolutamente em casa. O tempo convidava ao ripanço e foi fundamentalmente isso o que fizémos. Desde umas belas idas à Prainha, junto à Praia da Luz, até umas reuniões gastronómicas de se lhes tirar o chapéu, tratei da carcassa com todo o mimo.
Para o jantar de Sábado, decidimos brindar-nos com uns besugos comprados no mercado de Lagos. Claro que não chegámos à melhor hora, mas deu para fazer uma calma visita ao belíssimo edifício, recém-remodelado e sempre levámos para casa os tais besugos que tanto nos deliciaram depois de uma curta sesta sobre as brasas.
Aqui ficam alguns testemunhos fotográficos do fantástico mercado de Lagos:


Este jantar foi formidável. Os besugos foram acompanhados de alface e batata nova, cozida com casca, e regados com Vale da Judia branco geladinho, que até dava gosto.
No Domingo, o programa mudou e fomos para a actividade física, queimar os excessos dos dias anteriores. Eu e o Daniel fomos até ao bar Dromedário, em Sagres ver os guias das vias de escalada da Ponta da Baleeira e fomos até lá escalar um bocadinho. As vias são fantásticas e o ambiente é absolutamente de tirar a respiração. Aqui ficam igualmente 2 exemplos do que por lá fizémos:
Aqui temos o Daniel a chegar ao fim de uma via lindíssima, muito fácil, mas muito aérea. Vê-se bem na sua expressão o peso do ar nas costas do artista.
Nesta imagem vemos "70" a resolver um passo muito complicado de uma via assustadora, mas muito muito bonita.
Acabámos este dia a surfar (bodyboardar) nas águas da praia de Beliche. Nesta matéria recuso-me a mostrar-vos fotos ou teriam razões para se rirem de mim até ao final do ano. Foi um dia fantástico. Saímos da praia bem ao final do dia, quando a luz mágica do por do Sol já escorria pelos topos das falésias e fomos para casa jantar. Neste dia merecemos bem o que comemos: burritos com tudo!
Se quiserem ver mais algumas belas fotos destes dias passem pelo Papeis por todo o lado ou pelo Montanhacima.
Vão passando por cá.
ZM
Isto anda uma balda. É das férias. O campo está ao rubro.
Vou passar o fim de semana ao Algarve, com o Montanhacima e a Papeis por todo o lado.
Esta é a capa de um livro sobre a obra de Raul Lino, editado pela Editorial Blau, Lda, cujas fotografias são, na sua maioria, da autoria de Thorsten Hümpel, de quem sou um orgulhoso amigo:
Raul Lino foi um arquitecto que viveu entre 1879 e 1974 e que ficou conhecido, para além da sua vasta obra arquitectónica, pelos seus escritos sobre a arquitectura portuguesa, nomeadamente Casas Portuguesas, um livro escrito em 1933.
Era um arquitecto muito inspirado pela natureza, tendo projectado algumas casas para a zona de Sintra, das quais destaco duas:
1 - A casa Branca, que vemos na capa do livro, e que já foi falada pelo nosso amigo Azenhas do Mar, com toda a propriedade, já que se encontra justamente nesse amoroso povoado. Ergue-se só no alto da falésia, tendo o telhado pintado de branco, como que a encolher-se. As janelas pequeninas, com as suas portadas laranja, parecem querer saltar das fachadas. Foi construída para casa de férias do próprio arquitecto. A vista das janelas do lado poente (o do mar) não tem preço.
2 - A outra casa que destaco neste apontamento é a casa do Cipreste, cujas fotografias apresento em baixo. É um notável exemplo de integração de um edifício num terreno que não parece fácil. Toda a casa é virada para a paisagem, contorcendo-se em torno dos penedos como se sempre tivesse estado ali. Encontram-na na descida de S. Pedro para a vila de Sintra, do lado direito de uma forte curva para o lado esquerdo. Parem um pouco, que vale a pena.




Além destas, Raul Lino fez ainda inúmeras outras casas, quase todas unifamiliares. Por exemplo, a Casa dos Penedos é uma parte importante da paisagem de Sintra. Podem vê-la, com as suas duas torres bicudas por sobre a volta do duche. Foi construída em 1922. Outro exemplo notável é o Tivoli, em Lisboa.
Raul Lino foi contemporâneo de Ventura Terra, que é outro dos arquitectos cuja obra me apaixona. Sobre esse falarei num próximo post.
Vão passando por cá.
ZM
Normalmente não faço eco de mensagens de mail, mas esta merece o destaque. Foi-me enviada pelo meu amigo Rui Matos e vem mesmo a propósito do post anterior. Hoje deu-me para aqui.
"Este anúncio interactivo foi criado pela Lowe da África do Sul para a
POWA - People Opposing Women Abuse, uma ONG que luta contra o abuso das
mulheres.
Quando o leitor tenta folhear a página, percebe que as folhas estão
coladas. É possível ver apenas parcialmente que há uma imagem de pernas
femininas sob um lençol. Ao puxar a folha, o adesivo vai cedendo e
rasgando a página.
Aí sim é possível ler e entender o anúncio. Uma mulher nua deitada de
pernas abertas e abaixo o título:
"If you have to force, it's rape"(Se você precisa de fazer força, é
violação).
Intitulada "Force", a peça foi premiada com Leão de Prata no Festival
de Cannes 2003 e Prata no CLIO Awards 2004. "
a ausência de subtileza dos homens há-de desapontar-me sempre, tão imbecis, tão primários, denguices de carneiro mal morto que só à bofetada, piadas de pano encharcado nas trombas a que ninguém salvo eles acha graça, carícias
carícias uma ova
que fazem cócegas em lugar de excitarem, o soslaio aos compinchas
- Tenho a gaja no bolso
António Lobo Antunes [Eu hei-de amar uma pedra]
Aqui fica o meu early morning blog como os do JPP no abrupto.
Bom dia!
ZM
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