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10 passos para chegar ao cume

>> segunda-feira, novembro 09, 2009



Este é o novo livro do João Garcia, que me foi oferecido pelo próprio, no meu último aniversário, dia em que corri a maratona de NY.
Já o li todo e digo-vos que vale bem a pena.
O João e o Rui Nabeiro são duas pessoas muito interessantes. Fiquei com vontade de comprar a máquina do Delta Q.
Se for caso disso, procurem-no na livraria.
João, obrigado pela prenda. Boa sorte para o Anapurna.
ZM

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3 frases do livro que estou lendo

>> quarta-feira, setembro 09, 2009




"Sólo recordamos lo que nunca sucedió."

"El tiempo hace con el cuerpo lo que la estupidez hace con el alma. Lo pudre."

"La verdad no se encuentra, hijo. Ella lo encuentra a uno."

ZM

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António Muñoz Molina

>> terça-feira, maio 06, 2008

Las pasiones ideológicas son peligrosísimas. Uno puede pensar que las tensiones políticas son el reflejo de los conflictos de la realidad, pero en muchos casos son su origen. La política crea conflictos donde no existían y agrava los ya existentes en lugar de resolverlos.
Véase la alarmante actualidad española. La política, en países como España, es echar sal en las heridas y gasolina en el fuego, y encender hogueras donde no las había. El presente inquieta más cuando se piensa en lo que fue el pasado.
António Muñoz Molina
Diario


Um pequeno texto que dá que pensar, por um autor cuja escrita habitualmente me encanta.

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Uma parede branca, nua e lisa

>> quinta-feira, abril 24, 2008


Aires Mateus - Casa no Litoral Alentejano (foto de Fernando Guerra)

Oriana entrou, disse bom-dia às coisas e pôs-se em frente do espelho:

- Espelho - disse ela -, olha-me bem, mostra-me como eu sou: vi o meu reflexo no rio e achei-me linda. Mas tenho medo de que o rio me tenha embelezado e lisonjeado como lisonjeia a paisagem. Mostra-me bem como eu sou para eu ver se o peixe disse a verdade e se eu sou ainda mais bonita do que o meu reflexo no rio.

- Oriana - disse o espelho -, sou, como já sabes, um espelho antiquíssimo. Há séculos que todas as meninas bonitas se põem em frente de mim para ver como são e todas querem saber se haverá no mundo alguém mais bonito do que elas. Vê-te bem. És muito bonita, mas há uma coisa muito mais bonita do que tu.

- O que é? - perguntou Oriana, ansiosamente.

- Uma parede branca, nua e lisa.

Sophia de Mello Breyner Andresen in "a fada oriana"

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As mulheres.

>> segunda-feira, maio 07, 2007

As mulheres sempre dominaram, suaves nas palavras, incansáveis nos trabalhos, desde o levantar antes de todos ao deitar no fim de todos, sabendo coisas que ninguém conhecia, prodigiosas na habilidade de manter a casa, recompor roupas, apurar cozinhados, os homens eternamente filhos do seu ventre e do seu leite, do seu afago e da sua protecção.

Fernando Dacosta - "O Viúvo - memórias do fim do Império" - edição casa das letras - 2007

[A propósito do dia da mãe]

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A Casa da Árvore

>> sábado, janeiro 13, 2007

O livro "A Casa Da Árvore" de Margarida Botelho, que já deu origem a um projecto interessante, conta a história de 2 irmãos gémeos, de nome Miguel e Gabriel, que eram mais diferentes do que poderíamos ser levados a pensar.

Miguel era ligado à terra, gostava do chão seguro, de buracos, de minhocas e formigas. Gabriel (não por acaso nome de Arcanjo) era totalmente aéreo, sonhava ser pássaro e só pensava em alturas e no azul do céu.
Tinham uma irmã mais velha, que um dia sugeriu a construção de uma casa na árvore. Imaginem o pânico de Miguel, para quem a altura de uma mesa já era uma vertigem; e a excitação de Gabriel, que sonhava acordado com a textura das nuvens.
Não vou contar aqui toda a história, até porque a Margarida pode processar-me, mas posso dizer que Miguel acabou por vencer o medo e todos viveram momentos muito felizes lá no alto.

Agora perguntam os meus incrédulos leitores:
- Onde é que este gajo quer chegar? Será que bateu com a cabeça nalgum lado ou isto de ter 2 filhos pequenos já lhe fundiu os fusíveis todos?

Porque é que este livro me chamou tanto a atenção? Antes de mais porque a história e as ilustrações são muito engraçadas e calculei que a Madalena (viciada em livros como nenhuma outra criança da mesma idade que eu conheça) o ia apreciar. Mas depois porque toda a história remete para o universo da arquitectura, havendo uma tensão curiosa entre duas formas distintas de habitar que me deixou a cabeça em reflexão.
Chegamos mesmo a ver o projecto da Casa da Árvore, feito em Manual CAD :-)

Um dos irmãos deseja muito uma casa na árvore porque é lá que se sente bem, o outro – exactamente no pólo oposto – treme só de pensar em ter que subir lá para cima. Esta diferença entre formas de habitar é uma questão fracturante na arquitectura. Julgo que os arquitectos tendem a projectar edifícios que se aproximam da sua forma de habitar ou ocupar. Lembro-me de ouvir Manuel Graça Dias falar deste assunto e sempre me fez alguma confusão que haja quem se sinta mais confortável num andar no centro de Lisboa do que numa moradia no campo, mas a verdade é que não há certo e errado nesta matéria.

Quem leia o Arrumário há algum tempo já sabe que o meu gosto em habitação anda muito próximo de uma casa na árvore. Gosto de casas com vários andares, com escadas ou rampas, com terraços altos como ameias de castelos, com vãos abundantes por onde entre a luz do dia e por onde saia o olhar, para se espraiar no horizonte, se possível com muito verde, muito céu e algum mar. Comentei mais do que uma vez o pouco que me identifico com alguns projectos actuais, onde os vãos dão para muros ou pátios interiores, ou onde as casas de banho não têm janelas. Penso agora que talvez haja muita gente que se identifique com o mano Miguel da história, preferindo os espaços fechados, térreos, talvez mais seguros e protegidos. Deve realmente haver quem prefira o recolhimento e a penumbra contra a exposição e a luz. Aceito agora que estão no seu direito.

Uns dias antes de ler esta história, falava com uma colega de escritório sobre as diferenças entre a casa dela e a minha. Quando lhe disse que o local onde tomo duche diariamente tem janela para rua e que qualquer pessoa me pode ver lavar a cabeça, ela ficou horrorizada. Não é que eu tenha alguma tendência exibicionista, até porque essa pequena janela não permite vislumbrar abaixo da altura dos ombros, mas a verdade é que hoje ser-me-ia muito difícil tomar duche num espaço de onde não avistasse a rua. Esse contacto permanente com o exterior é vital para mim. No entanto aceito melhor agora que haja quem prefira outras opções. Este é talvez um dos maiores dramas da arquitectura, conseguir conciliar a vivência do arquitecto com as expectativas do cliente.

Na história da Margarida o irmão Miguel acaba por se convencer a subir à casa da árvore e finalmente sente-se lá tão bem quanto Gabriel. Confesso que isso me agradou mais do que me agradaria o contrário.

PS: acabo de descobrir que a Margarida Botelho é, na verdade, licenciada em arquitectura. Pelo que presumo do livro, talvez me identificasse com os seus projectos.

ZM

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