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Corrida com telemóvel

>> terça-feira, fevereiro 23, 2010

Tenho andado um bocado constipado, pelo que fiz uma pausa nas minhas corridas.
Hoje, fui ao centro da ilha, a uma zona que me parece muito interessante, para juntar o prazer da corrida com o prazer da descoberta. Para não vir para casa sem nada para mostrar, decidi levar comigo o telemóvel. Além do mais, tinha ainda a possibilidade de telefonar para alguém caso fosse interceptado por um touro bravo.
Aqui ficam os registos fotográficos dessa curta corrida.

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Optei por praticamente não editar estas fotos. Ficam tal e qual. Apenas as redimensionei, aumentei ligeiramente o contraste e fiz Unsharp Mask. Fora isso, estão tal e qual. O que está aqui foi o que eu vi, apenas interpretado pelo processador de imagem do telemóvel.

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Grand Central Station - NYC

>> quinta-feira, novembro 05, 2009



Vi o ângulo de onde pretendia fazer a foto, coloquei a Tokina 11-16, atarraxei o mini tripé que tinha comigo, dirigi-me ao local. Procurei alguém a quem pedir autorização, mas estava tudo muito ocupado. Avancei. Quando já tinha tudo pronto, só me faltava carregar no botão, oiço atrás de mim: "Excuse me sir, you can't take pictures from this balcony, you're inside the restaurant". Eu disse que ia já embora e carreguei no botão. Teve que passar o tempo do automático e depois o tempo da exposição, mas não arredei pé sem a imagem. Gosto particularmente da figura central da foto, numa mancha de luz. Foi ocasional, mas acho que fez a imagem.

O slideshow das fotos de Nova Iorque aqui.

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Maratona como prenda de anos.

>> domingo, novembro 01, 2009

Hoje faço 44 anos. Hoje corri a Maratona de Nova Iorque em 3:13:15h.

Voltarei a falar do assunto. Agora vou tomar banho.
ZM

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Corrida dos 3 Cântaros

>> sexta-feira, junho 20, 2008

No Domingo passado correu-se a meia maratona dos 3 Cântaros, na Serra da Estrela. Foi este o pretexto que me fez assistir ao Triatlo de Peniche no dia anterior.
Assim, no Domingo pela fresquinha, depois de uma noite relativamente mal dormida no Pavilhão Desportivo de Manteigas, partimos 4 atletas para o início da prova, alguns quilómetros acima de Manteigas, no fundo do vale glaciar que leva aos Piornos e à Torre.
A corrida era mais de montanha do que a do Gerês. O desnível era consideravelmente superior (mais de 1.000m) e o terreno era muito mais duro. Houve várias zonas do percurso em que não havia qualquer carreiro. Corria-se em cima das pedras.



Na imagem acima vemos o nosso cronista lá em cima, de camisola azul clara. Gosto desta imagem porque me apanhou naquela que descobri ser a minha especialidade. No final desta descida já tinha passado todos os atletas que aqui se retratam mais uma boa meia-dúzia de outros que já estavam mais abaixo. Deu para perceber que quando o terreno é a subir, o meu motor é fraquinho, mas quando tornamos a descer, quanto mais escabroso for o terreno mais eu ganho vantagem sobre os adversários. Descer da Torre para o lado Sul deu-me um intenso prazer e permitiu-me ganhar uns preciosos 10 ou 12 lugares na classificação.

Foi uma corrida excelente, muito bem organizada, enquadrada por um magnífico cenário de montanha. A organização estava óptima, com abastecimentos a cada 3Km (mais coisa, menos coisa), com água, bebidas isotónicas, fruta e barras energéticas. Pena é que muita gente não entenda o local onde a prova se desenrola e deitem para o chão, no meio da Serra, garrafas vazias e embalagens de plástico. Pela minha parte, sempre que me servi do que havia nos abastecimentos, parei o tempo suficiente para poder deixar o meu lixo na zona de abastecimento. Acho que isto devia ser obrigatório. Quem não quer parar nos abastecimentos em corridas desta natureza deverá levar a sua própria comida e bebida.

Podem ver a totalidade das fotos do Clube de Montanhismo da Guarda aqui. Vejam o slide show que vale a pena.

ZM

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A corrida da Geira

>> quinta-feira, junho 05, 2008

Ultra quer dizer que é uma corrida maior do que a Maratona (acho eu) e Trail quer dizer que o percurso não é asfaltado (excepto em curtos troços de ligação entre trilhos). Neste caso, o Ultra Trail foi o da Geira, a Via Nova Romana, no Gerês.
Quando li pela primeira vez sobre esta corrida disparou cá dentro aquela coisa que nos faz perder o juízo. O percurso seria quase integralmente sobre a velha estrada romana que ligava Bracara Augusta (Braga) a Asturica Augusta (Astorga), percorrendo cerca de 45Km dessa via romana, desde o concelho de Amares até às termas de Baños de Rio Caldo, em Espanha, atravessando a serra do Gerês, via Portela do Homem.
O gráfico de altimetria do percurso parecia indicar que não haveria grandes desníveis e isso de facto verificou-se.
Aqui fica uma das fotos retiradas do site de promoção da prova, onde se vê claramente o percurso a seguir a meia encosta, quase sempre à mesma cota.



Embora só tivesse feito uma maratona antes desta prova, achei que correndo a um ritmo lento (e andando quando as pilhas acabassem) poderia chegar ao final em estado de gozar a maior parte do percurso. Assim, afastei aquele grilo irritante que nos está sempre a tentar convencer a não correr riscos e inscrevi-me para a prova.

Sem saber ao certo o que me esperava, mas ansioso por correr naqueles caminhos enquanto tivesse pernas, saí de Lisboa no Sábado (30/05) de manhã com aquele misto de receio e excitação com que se vai para as montanhas.
Quando chegámos à povoação de Campo do Gerês, logo encontrámos várias pessoas conhecidas destas andanças (e outras de andanças bem distintas mas que, com surpresa minha, também partilham o mesmo interesse) e acabámos por nos enturmar com um grande grupo de amigos com quem jantámos e partilhámos casa.
O jantar foi de enfarta brutos, com carne barrosã e batata frita, para acumular calorias para a jornada seguinte.
Depois fomos assistir ao briefing da corrida, que na minha opinião foi demasiado tarde (21:00h), tendo em conta a hora de partida da corrida (no dia seguinte às 5:30h da madrugada).
Fomos informados por dois "romanos", trajados a rigor, sobre os eventuais percalços com que teríamos que nos debater durante a corrida e sobre o mau estado dos caminhos por causa da intensa chuva que varreu aquela zona nos dias anteriores à prova (dias? Eu diria séculos!).

No dia seguinte, pela fresquinha, depois de enfiar à pressa um pão com marmelada pela goela abaixo, empurrado por um sumo de fruta, dirigimo-nos ao secretariado da prova, no museu da Geira, no Campo do Gerês, de onde partiam as camionetas para o início da prova. Ao fim de quase uma hora de viagem, fomos finalmente largados no Concelho de Amares. Neste local foi dada a partida às 7:15h da manhã. É espantoso como se consegue reunir tanta gente à partida de uma prova desta natureza, a esta hora, neste local tão distante dos grandes centros urbanos. Eu diria que há hoje uma apetência nunca vista para actividades deste género.

O caminho começava em ligeira subida e imprimimos um ritmo de corrida muito calmo para poupar energia e para deixar o corpo fazer-se ao movimento. Os primeiros quilómetros foram percorridos com um prazer indescritível. O terreno nesta parte do percurso era excelente e a via segue quase sempre à mesma cota, acompanhando o desenho dos montes, a meia encosta, com uma vista magnífica sobre os vales. Mesmo para quem não corra, percorrer estes caminhos andando será seguramente um grande prazer para os sentidos. O ar é fresco, a vista é espantosa e o percurso vai atravessando bosques de carvalhos por onde correm linhas de água com o seu canto agradável.
Tínhamos que nos manter atentos porque por vezes não era muito evidente qual o caminho a seguir. A marcação do percurso é o único aspecto que seria interessante tentar melhorar em futuras edições desta corrida.
Os quilómetros foram passando, o terreno foi ficando mais enlameado e lá para o Km 12 enfiei um pé na lama até ao tornozelo. A partir daí, já não havia nada a fazer. Deixei de me preocupar em evitar água, lama e bosta de gado vacum sobre as quais corríamos e posso dizer que à chegada à meta o meu aspecto poderia indicar que tinha estado a fazer moto cross e não corrida de montanha.
Entretanto foram aparecendo os abastecimentos. Um verdadeiro luxo em corridas nestes terrenos, já que desde bebidas isotónicas a fruta, marmelada, barras energéticas e sanduíches, houve de tudo.
Já perto do Km 26 (altura em que passaríamos de novo em Campo do Gerês, onde tínhamos o carro), perdemo-nos no caminho, juntamente com uma quantidade de corredores, e acabámos por perder alguma energia e cerca de 10 minutos. Mas nem por isso nos atrapalhámos e lá seguimos, de volta ao percurso correcto, até ao museu da Geira, onde nos esperava um verdadeiro banquete.
Não nos deixámos amolecer com a oferta de alimentos e prosseguimos rapidamente em direcção à barragem de Vilarinho das Furnas, para percorrermos o pedaço bem conhecido da Geira Romana que leva à estrada entre o Gerês e a Portela do Homem.
Contudo, nós seguimos por carreiro, subindo uma linha de água até à Portela do Homem (fronteira com Espanha), tendo que atravessar o rio Homem. A organização tinha avisado que seria uma travessia perigosa e complicada devido ao caudal do rio, aumentado pelas intensas chuvas recentes. Por mim, achei uma brincadeira de crianças. Neste tipo de obstáculos noto que tenho muita facilidade por causa dos longos anos de prática de escalada, trekking e alpinismo.
Logo após a Portela do Homem voltámos a entrar em carreiro, desta vez sobre lameiros, para descermos o vale que leva até Baños de Rio Caldo. Na primeira parte da descida senti-me muito animado e fresco e imprimi um ritmo muito rápido. O meu companheiro de corrida não se iria atrapalhar, já que teve que travar durante toda a corrida para poder manter-se junto de mim (tratava-se do famoso Tiago Dionísio). Nesta altura, há muito que a lama não me metia medo e corria sobre os lameiros como se andasse na pista do estádio nacional. Mais abaixo, embora continuasse com o motor cheio de energia, tive problemas no chassis e comecei a sentir uma dor aguda muito forte na parte da frente do tornozelo esquerdo. Isso fez-me reduzir muito a velocidade no final e inibiu, de alguma forma, o grande prazer de chegar à meta.
Chegámos às piscinas de "águas termales" de Baños de Rio Caldo com 4:53:18h de corrida. Fomos os corredores 72, em 170 que chegaram ao final.
Neste ponto tínhamos já organizadas as mochilas com roupa lavada e toalhas, que tínhamos entregue à organização 45Km atrás, por isso fomos pôr-nos de molho naquela sopa quente que brota das entranhas da terra e que nos soube como um jacuzzi de luxo.
Depois de recuperados do esforço e após passarmos os ténis por água para tirar "a maior", regressámos ao museu da Geira de autocarro, onde tínhamos disponível um repasto digno dos romanos que outrora mandaram construir a via de comunicação que acabáramos de percorrer em corrida.
Imaginava à partida que teria muito mais dificuldade a completar a corrida. É provável que volte na próxima edição.

Agora, outros objectivos se desenham no horizonte.

Não tenho fotos desta prova por motivos óbvios. Estava lá a correr, dificilmente poderia estar simultaneamente a fotografar.
Encontram imagens em www.espiralphoto.com. As minhas fotos aparecem mais no número de dorsal do Tiago, que é o 187: aqui.

ZM

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42.195

>> segunda-feira, março 03, 2008

Qual é o repto desportivo mais significativo que poderia ter-me lembrado de encontrar para marcar a idade de 42 anos e mais alguns meses? Porque não 42Km mais alguns metros?
Pois é, aos 42 anos de idade decidi correr pela primeira vez na vida uma corrida de 42.195m, a maratona de Barcelona, que aconteceu no dia 2 de Março, Domingo passado.
Para já, podem consultar aqui o resultado.
Podem também ler aqui o relato na primeira pessoa do Fernando Jacto Carmo, o Português mais rápido a Oeste do Mississipi. Havia outro candidato ao título, mas encostou à box para não partir o motor.

Posso acrescentar que foi um resultado difícil de alcançar, que demorou meses a preparar, mas que me deu um prazer quase sexual a conseguir atingir. Tinha-me proposto ultrapassar (para baixo, entenda-se) a barreira das 3:30h e acabei bem dentro do limite definido, com 3:26:33 (tempo real).

Por hoje fico-me por aqui. É que subir as escadas para o quarto com o andar novo que entretanto adquiri vai ser uma empreitada difícil e morosa.
Espero voltar aqui brevemente para postar algumas fotos da belíssima cidade de Barcelona e para tentar contar um pouco mais em profundidade a história desta conquista.

Embora as pernas me digam que preferiam que eu não voltasse nunca a levantar-me desta cadeira, o cérebro já me vai soprando que talvez não fosse má ideia visitar a cidade de Berlim no Outono. Parece que há por lá uma corrida ou lá o que é. Já se ouve aqui dentro (da caixinha dos pirulitos) falar em 3:20h ou algo menos.
Parece um bom pretexto para visitar Berlim.
Boa semana para todos.
ZM

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