Vamos lá imaginar...

>> quarta-feira, Abril 30, 2008

No Domingo passado, depois da fantástica corrida dos 13Km do Guincho, onde obtive a minha melhor classificação de sempre (mesmo tendo em conta que havia poucos participantes), passei na Azoia, junto ao Cabo da Roca, onde está a crescer uma casa que me andava a intrigar. Aqui ficam as fotos, tipo livro de obra.

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Vista de longe tem um aspecto muito apelativo, sobretudo por causa da cobertura ajardinada. Não sei se no final ficará com o betão à vista ou se levará algum revestimento térmico. É integralmente construida em betão.

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Esta sala é surpreendente. Tem 3 zonas claramente definidas de projecto e será difícil fazer lá outra coisa, mas apetece muito passar um serão naquele espaço quando estiver concluido. O tecto em forma de túnel, construido também em betão, e os recortes nas paredes, criteriosamente desenhados, irão dar a esta sala um ambiente muito especial. A foto é tomada da rua, através daquilo que será um gigantesco vão, orientado a Sudoeste.

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A cobertura "ajardinada", por enquanto um bocado selvagem, será um dos toques especiais desta moradia.

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Trata-se igualmente da cobertura. Não fosse a chaminé ali ao fundo e julgaríamos estar perante o jardim.

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Recorte na parede da sala, virado para Noroeste.

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Grandes vãos dos quartos, virados para Sudoeste, e muro circundante da piscina.

No geral é um projecto que assenta sobre uma lógica muito original. Se outro mérito não tiver, tem pelo menos esse.
O betão aparente vai (infelizmente) fazendo escola, embora não saiba ainda se levará ou não algum acabamento. Esteticamente parece-me magnífica assim, mas do ponto de vista térmico devia levar um bom isolante, talvez com a mesma cor do betão aparente, que fica realmente muito bem nesta construção.

A distribuição da sala, o material do chão (tijoleira rústica), o tecto abobadado, as janelas recortadas, são muito interessantes. Gosto igualmente dos vários pátios interiores, em redor dos quais a casa se enrosca.

Não faço a mais pequena ideia de quem será o autor deste projecto, mas não tenho grandes dúvidas de que haveremos de o ver nas revistas, provavelmente visto pela lente da algum grande fotógrafo.

Bom fim-de-semana.
ZM

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Sozinhos em casa III

>> segunda-feira, Abril 28, 2008

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CCB, antes da Meredith Monk (que concerto!)

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Sozinhos em casa II

Uma das várias coisas que aproveitámos para fazer neste estupendo fim-de-semana sem crianças foi plantar alfaces lá na horta. Quando crescerem o suficiente para irem para a saladeira, mostrarei como ficaram. Por agora deixo aqui algumas fotos que fiz no horto de Alfaquiques, onde as fomos comprar.

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Sozinhos em casa I

>> domingo, Abril 27, 2008

Uma feliz coincidência fez com que estivéssemos ambos em casa, sem as crianças, na data do concerto da Meredith Monk, no CCB.

Para quem não conheça Meredith Monk, é preciso preparar os ouvidos para algo a que não estamos muito habituados. Meredith utiliza a voz como instrumento e leva isso tão "a peito" que toda a primeira parte do concerto foi exclusivamente voz. Primeiro com a cantora sozinha na boca do palco, sem qualquer instrumento na cena, tentando sempre arranhar os títulos das cantigas em Português - segundo ela, a mais bela língua do mundo -, depois com Theo Bleckmann, dono de uma voz extraordinária, com um dos mais largos registos vocais que alguma vez ouvi.
Para a minha mulher, que não conhecia o que ia ouvir, faltava-lhe a música :-)

Na segunda parte os temas foram quase todos com piano, teclas ou violino. O ensemble de Meredith Monk é uma selecção do que há de melhor em termos vocais no mundo.

Foi um concerto memorável, com a sala tão pouco povoada que mandaram toda a gente dos balcões e das galerias para a plateia. Felizmente também ganhámos com o upgrade.

Deixo aqui alguns links para videos sobre o trabalho de Meredith Monk.
Sei que para muita gente é uma música quase inaudível. Deixem-se levar e talvez acabem tão encantados quanto eu.











Obrigado, meu amor, pela companhia.

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Casas aqui da zona

>> quinta-feira, Abril 24, 2008

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Casa de Manuel Graça Dias, no alto do Penedo

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Casa de autor (para mim) desconhecido, no alto do Penedo. Julgo que é a casa que Mário Laginha referiu numa entrevista como sendo sua. É uma marca de arquitectura moderna na velha aldeia do Penedo. Acho-a bastante interessante, mas (como é frequente) encontro-lhe alguns erros do ponto de vista energético.

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Uma cópia do projecto de Souto Moura junto ao farol da Guia. Esta encontra-se no Banzão e ignoro quem seja o autor.
Gosto sobretudo da secção que se ergue sobre pilotis e talvez gostasse ainda mais se a secção da garagem fosse menor. Acho-a demasiado parecida com a do Souto Moura e também com a do Valsassina, bem perto desta. Arriscaria mais uma autoria de Valsassina, já que Souto Moura agora já não usa esta linguagem. Acho discutivel o facto de ter o interior todo em aço e pladur (sem inercia térmica) e os vãos de vidro do chão ao tecto, sem qualquer respiração ou escape de calor. Estando virada praticamente a poente, eu teria colocado estores de lâminas no exterior destes grandes vãos para evitar os ganhos solares excessivos. Ainda assim, uma casa muito interessante.

ZM

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Piscina das bolas

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Uma parede branca, nua e lisa


Aires Mateus - Casa no Litoral Alentejano (foto de Fernando Guerra)

Oriana entrou, disse bom-dia às coisas e pôs-se em frente do espelho:

- Espelho - disse ela -, olha-me bem, mostra-me como eu sou: vi o meu reflexo no rio e achei-me linda. Mas tenho medo de que o rio me tenha embelezado e lisonjeado como lisonjeia a paisagem. Mostra-me bem como eu sou para eu ver se o peixe disse a verdade e se eu sou ainda mais bonita do que o meu reflexo no rio.

- Oriana - disse o espelho -, sou, como já sabes, um espelho antiquíssimo. Há séculos que todas as meninas bonitas se põem em frente de mim para ver como são e todas querem saber se haverá no mundo alguém mais bonito do que elas. Vê-te bem. És muito bonita, mas há uma coisa muito mais bonita do que tu.

- O que é? - perguntou Oriana, ansiosamente.

- Uma parede branca, nua e lisa.

Sophia de Mello Breyner Andresen in "a fada oriana"

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Casa do Vale II

>> terça-feira, Abril 22, 2008


Casa das Areias - Sintra. Muito próxima de outro projecto muito interessante de que talvez venha a falar aqui noutra entrada: a Casa do Pego, de Álvaro Siza.

Há tempos falei aqui do gabinete de arquitectura Simbiose, a propósito da casa do Magoito (que por sinal continua à venda). Entretanto, vi nascer bem perto de onde moro uma casa que me pareceu ser mais um produto Simbiose.
Acontece que, no último número do Expresso, aparece esta casa à venda, por um preço simpático: 1.135.000€! Por isso, fui lá conhecê-la.
Já visitei diversos projectos deste gabinete, construidos aqui na zona, que felizmente conheci em obra, tornando-os mais acessiveis. Todos eles têm uma linguagem comum, com aspectos que me atraem muito, dos quais destaco:

  • Grandes vãos, quase sempre bem orientados;
  • Coberturas planas ou quase planas, frequentemente "visitáveis";
  • Chaminés em aço;
  • Caixilhos das janelas em madeira (num dos casos, com uns óculos muito interessantes - casa do Cosme);
  • Mistura do branco das paredes com embasamentos em pedra;
  • Casas aninhadas no terreno, como se sempre lá tivessem estado;
  • Fantástica integração das piscinas;
  • Todas as casas de banho com janela;
  • Estores exteriores de lâminas, como tenho em casa;
  • Casas muito fragmentadas em blocos, distinguindo-se as zonas sociais das privadas e dos serviços (característica pouco interessante do ponto de vista energético, mas muito apelativa do ponto de vista estético e funcional).

Enfim, uma linguagem que se identifica com relativa facilidade.
Curiosamente, é um gabinete cujo trabalho jamais vi referenciado pelas revistas ou sites da especialidade.
Aqui fica, uma vez mais a publicidade.
Já sabem, se andarem com a carteira recheada, têm aqui mais uma soberba oferta de habitação de grande nível.

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Em casa, com os rebentos...

>> domingo, Abril 20, 2008

O mau tempo dificulta os programas no exterior, por isso coloquei a 50mm 1.4 na máquina e sempre fiz o gosto ao dedo.

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Casa bioclimática à venda

>> quinta-feira, Abril 17, 2008

Ontem tinha na caixa do correio este folheto. Como passo a vida a promover este conceito de construção, achei que devia fazer aqui eco desta oportunidade.





Infelizmente, a minha bolsa não chega a tanto, senão era eu próprio quem a comprava. Está numa situação magnífica, com uma vista sobre a serra de cortar a respiração e é tão bioclimática quanto a minha.

Alguém se habilita?

PS: pelo sim, pelo não, se contactarem a Choice por causa desta casa, digam onde viram o anúncio :-)

ZM

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Amor

>> segunda-feira, Abril 14, 2008

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Lourel - Sintra

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Garcia no Makalu

>> quarta-feira, Abril 09, 2008



Para os mais distraidos, aqui fica a notícia de que o alpinista João Garcia já se encontra a caminho do Makalu, o seu 10º cume com mais de 8000m, dos 14 que pretende conquistar até ao final de 2010.

O Makalu é a quinta montanha mais alta do mundo, com 8463m de altitude.
Se esta ascensão correr bem, ficam a faltar "apenas" 4 montanhas:
Manaslu - 8163m
Nanga Parbat - 8125m
Annapurna - 8091m
Broad Peak - 8047

Podem acompanhar o blog da SIC, mantido pelo Aurélio Faria, que desta vez não foi acompanhar o alpinista ao vivo: http://sic.sapo.pt/online/blogs/makalu

Podem ainda consultar a página do João Garcia no site do Millennium

O Arrumário faz figas pelo sucesso desta expedição.

ZM

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Touradas

>> segunda-feira, Abril 07, 2008

Depois de um post divertido, um deprimente, para equilibrar.

Um vídeo impressionante não deixa margem para dúvidas. O que aqui vemos é indiscutivelmente degradante, causa repulsa e agonia.

Uma parte da minha ascendência familiar tinha boas relações com a tauromaquia, havendo mesmo ganadeiros na família. Habituei-me a ver a tourada com um olhar mais apaixonado do que a generalidade dos meus amigos. Para quem alguma vez tenha olhado com atenção, há uma diferença radical entre o que se faz em Espanha e o que se faz em Portugal. Dois dos aspectos mais impressionantes deste filme, felizmente não acontecem em Portugal: o picar do touro no início e a morte do touro na arena. Por outro lado, a tourada portuguesa tem um tipo de toureio a cavalo que se faz pouco pelo resto do mundo e tem os forcados, que julgo que só existem cá.

Tudo isto para dizer que o que me habituei a ver com alguma paixão e interesse está a anos luz do que este filme mostra, mas nem assim consigo justificar que esta coisa continue a existir no século XXI.

Se fosse possível continuar a ter o toureio a cavalo sem torturar o touro, eu seria um dos maiores apoiantes de tourada, mas isso não é de todo possível.

Não penso que esta seja a coisa mais terrível que a humanidade faz à natureza ou aos animais, mas nem por isso se justifica que a tourada continue a existir.

Nunca assisti a uma tourada ao vivo e não sei se teria estômago para tal. Este post é acima de tudo um contributo para a redução ou extinção da assistência nas touradas. Quando não houver quem pague para ver, o espectáculo deixará de existir e penso que esse é o único caminho.

Está aberta a discussão.

ZM

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Calhou cócó



Este foi-me enviado pelo Daniel. É das coisas mais cómicas que tenho visto nos últimos tempos. Definitivamente, as Produções Fictícias estão a dar frutos.

Eu diria que este fica na história.

Boa semana.

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Malandreco

>> sexta-feira, Abril 04, 2008



Lourenço, um dia destes, no parque infantil.
ZM

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Curso de iniciação à escalada

>> quarta-feira, Abril 02, 2008


Boulder em Albarracin - Foto by Ricardo Alves

O GMES vai dar um curso de iniciação à escalada. Já há muito que não se falava desse tema por aqui. Temo que vá regressar. O curso começa a 29 de Abril (aula teórica, à noite). Não estará na altura de experimentarem?
ZM

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Sobre este blog

Somos Sintrenses por adopção, daí o frequente interesse por temas relacionados com Sintra. Actualmente, vivemos na ilha Terceira, nos Açores, mais propriamente na cidade de Angra do Heroísmo, o que transformou este blog, de alguma forma, num canal privilegiado para ir dando a conhecer como é a vida no meio do Atlântico.

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